Oi, gente! Meu nome é Amanda, e eu sou novata no blog. Decidi mostrar para vocês como eu consegui ser escolhida para colaborar, então vou mostrar o texto que fiz como meu primeiro post. Espero que gostem!
Mordida
Bem, para começar, meu nome é Natasha Bergsnfield e eu tenho dezessete anos. É, meu sobrenome é estranho, mas fazer o quê? Sou de uma enorme família de vampiros, que vêem os humanos apenas como comida.
Eu discordo. Sabe, os humanos são legais. Não precisam se preocupar com os segredos como nós. Se descobrissem que vampiros realmente existem, uma caça à nós estaria travada, e eu morreria, juntamente com minha família. Mas acho que quando somos diferentes, achamos o outro mais interessante e com vida muito melhor que a nossa.
Para exemplificar, somos todos depressivos com nós mesmos.
Meu namorado é humano, minha melhor amiga é uma fada, e meu amigo é um lobo. É, eu prefiro mesmo os que são diferentes de mim.
- Aah, e agora, o que eu visto? - Maysa jogou outra blusa sua em cima de sua cama. - Droga. Natasha, você pode por favor me ajudar? Estou tentando arranjar uma boa roupa para a balada, e você fica aí, o tempo todo, grudada nesse livro.
- Ah, May, vai com qualquer roupa - murmurei e voltei a ler.
Maysa era uma fada alucinada por roupas e sapatos. Ela tinha uma coleção dos dois, mas nunca achava que era o suficiente. Seus cabelos negros eram lisos, e sempre estavam arrumados em penteados exóticos e modernos. Sua pele era morena como a de uma espanhola e os olhos verde-claros brilhavam só de ver uma loja.
- QUALQUER ROUPA?! - ela exclamou. - Como qualquer roupa? Você enlouqueceu? Natasha, eu sei que você não é ligada em moda, mas daí a pedir para eu ir com qualquer roupa? Tenha dó!
Balancei a cabeça e não disse nada. Não ia adiantar brigar com a Maysa por causa de uma besteira como essa. Ela sempre vencia. Apesar de ser baixinha para dezessete anos, ela era muito nervosa e conseguia chamar a atenção de todos.
- Maysa, a mamãe mandou avisar que o jantar está pronto - o irmão mais novo de Maysa, Tommy, abriu a porta do quarto. - Ah, e é melhor você se decidir logo com que roupa vai. O Karl já ligou dizendo que chega às dez.
O garoto saiu e fechou a porta. Tommy só tinha doze anos, mas era esperto pra caramba. Ele conhecia todas as espécies de criaturas não-humanas do mundo, e sabia sobre coisas que ninguém jamais pensaria que existia. Maysa dizia que ele era um 'nerd implicante'.
- Ai, meu Deus! - ela exclamou e se virou para olhar para mim novamente. - E agora? O Karl já está vindo, e eu não tenho nenhuma roupa para ir para a balada. Mas que droga!
Larguei meu livro e caminhei lentamente até a cama dela. Fui jogando as roupas que não me interessavam até achar um vestido longo vermelho de cintura alta. Perfeito.
- Posso pedir para a minha irmã dar um jeito nisso, o que você acha? - eu disse. - Vou em casa e já volto. Ainda são sete e meia, acho que dá tempo.
- Tudo bem - ela suspirou -, não tem mais nada que eu possa fazer mesmo. Vai lá. Ainda bem que sua irmã é uma estilista nata, porque eu não sei o que faria sem vocês.
Sorri e saí do quarto. Desci as escadas correndo, dei tchau para o irmão e a mãe de Maysa e saí da casa - ou melhor, mansão. A casa de Maysa era enorme. Era fechada por um enorme portão de aço e protegida por vários guardas e câmeras em todos os lugares. Em volta da mansão, ficavam enormes jardins com flores e plantas bem cuidadas pela família. Normal, as fadas são mesmo ligadas à natureza.
Peguei meu carro e dirigi em alta velocidade para casa. Lúcia estava no computador, provavelmente conversando com suas amigas e seu namorado. As amigas dela são lobas ou vampiras e o namorado dela é um vampiro, que estava em uma viagem com a família pela Austrália.
- Lúcia, você pode ajeitar essa vestido? - pedi, concentrando a atenção dela em mim. - É pra ontem. A Maysa está desesperada atrás de uma roupa para a balada.
- Ok, me dê - ela estendeu a mão pálida igual à minha e eu lhe entreguei o vestido. - Escolha uma roupa em meu guarda-roupa e pegue minha caixinha de costura, por favor.
Concordei com a cabeça e lhe entreguei sua caixinha de costura. Eu sabia para quê era a roupa. Para mim. Lúcia iria me emprestar uma roupa sua para que eu não fosse para a balada de calça jeans, blusa sem manga e All Star.
Enquanto ela ajeitava o vestido da May, eu fui fuçando o seu guarda-roupa até achar alguma coisa realmente interessante. Um vestido curto preto com alças finas de renda e um casaquinho curto prateado com uma sandália de salto de tirinha prateada.
- Pronto! - ela exclamou com um sorriso e estendeu o vestido. - Natasha, pegue meu casaquinho preto de veludo aí no guarda-roupa, por favor.
Lhe entreguei o casaco.
- Ótimo. Está perfeito - ela estendeu o vestido mais uma vez e me entregou o vestido e o casaco preto de veludo.
Ela fez uma obra de arte com o vestido. Cortou até deixá-lo curto e colocou uns babadinhos no final para dar a impressão de sexy e fofo ao mesmo tempo. Fez um decote, não tirou a cintura alta e ainda picotou um pouco as alças. Ficou lindo, com o casaco de veludo, iria parecer que Maysa era uma modelo!
Dei um beijinho na bochecha da minha irmã e voltei para a casa/mansão da minha melhor amiga. Chegando lá, entreguei-lhe o vestido e o casaco e ela disse que eu havia salvado a vida dela:
- Natasha, obrigada! - disse ela. - Você não sabe o que acabou de fazer por mim. O que eu faria sem a Lúcia e você? Eu amo tanto vocês duas! Obrigada, obrigada, obrigada!
Ela estava tão feliz que eu ri. Maysa não conseguia esconder seus sentimentos, e quando estava com raiva de alguém, falava isso na cara, e não por trás, como a maioria das pessoas fazem. Ela é uma pessoa muito sincera e energética.
Assim que Karl chegou, fomos para a balada - que eu não sabia qual era - com ele e com meu namorado, Frederick - ou apenas Fredd. O pior foi quando eu e Maysa descobrimos qual era a balada. Saint's Million. Eu prometi nunca mais colocar meus pés naquele lugar; e, custe o que custar, pretendo não colocar.
E então? Vocês concordam com a escolha?
Beeijos